Entry: princesa (coisa sentimental, vol. I) 23.4.12



a tua língua a aparecer de vez em quando no meio dos lábios, querida, é como uma pedra coberta de musgo e isto é o que sei fazer melhor. morder os lábios quando a tua boca cheira a água que corre à noite nos telhados da cidade. ouvir-te dizer que não me amas, em resposta, amar-te na mesma, querida, não saber onde deixar as mãos feridas, não ter acesso ao teu dorso, como se fosses um animal selvagem. querida, és um animal selvagem aninhado nuns braços cansados.

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