exa 01 by Ed




exa 02


Set Fire to Flames - Fukt Perkusiv/Something About Bad Drugs, Schizophrenics and Grain Silos

(todas as imagens neste blog são da autoria de Edgar Libório, usadas com permissão)

   

<< April 2012 >>
Sun Mon Tue Wed Thu Fri Sat
01 02 03 04 05 06 07
08 09 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30

song of my typewriter:

the best way to think is not at all-
my banjo screams in the brush
like a trapped rabbit (do rabbits
scream? never mind: this is an
alcoholic dream);
machine guns, I say,
the altarboys,
the wet nurses,
the fat newsboys,
rubber-lipped delegates
of the precious life;
my banjo screams
sing
sing through the darkened dream,
green grow green,
take gut:
death, at last,
is no headache.

Charles Bukowski, The Days Run Away Like Wild Horses Over The Hills, Ecco/HarperCollins, 1969



links:

"borderline bipolar"
A Caixa
A liga de Murphy
arco-iris
Atravessando o Inverno
conFusão
dawning dusk
diário de um coma
Do Not Disturb
draeme
draemeX
edgarLIBÓRIO
espiral
groze's awkward world
invers o srevni
Linha Férrea
Maps
lonely gigolo
nocturno com gatos
o amanhecer das palavras
O Blog Piegas
O Desaparecido
Ossa et Cinera
Ou o poema contínuo
Outleir
Parafernália
Pila de Porco
Poemas da minha Avó
Poeta Vagabundo
polly maggoo
Que Estranha Forma de Vida
Rasgo Sentimental
round's blog
Silent Soul
sombras
Talvez Esperança
Thoughts...
Transformadores
Trilho
viagem de uma janela



If you want to be updated on this weblog Enter your email here:



rss feed



 
26.4.12
para ajuda prima F1
quantas horas demora o olho doente a abrir-se por completo? dedico-me a essa tarefa desde que acordo, de manhã, e reparo que só está esplendoroso à noite, quando, por falta de companhia e de actividade, já são horas de me deitar e dormir. a televisão tem o aspecto de um musgo subaquático, está ali, permanece ali, com pó e uns bibelots por cima, bonecos de porcelana - não posso deixar de referir a televisão, por mais que me magoe profundamente lembrar da quantidade inumerável de vezes em que comecei ou acabei por dizer "a televisão". a televisão tem o olho sempre só meio aberto, nunca dorme, não me interessa, às vezes durmo em frente à televisão porque, com os dias, com os meses, ao fim e ao cabo com os anos, ganha-se um torpor, ganha-se um incómodo constante que a televisão, apesar de tudo, vai disfarçando por momentos, connosco sentados de lado, no sofá, a entrar pela barriga da noite, com a sala cheia de fumo do tabaco e a televisão, a porra da televisão em vómitos pequenos, contínuos, a iluminar as paredes, a provocar sombras, jogos de luzes, um olho meio aberto mas muito colorido, com sangue e as vidas dos outros todas muito rápidas e muito perfeitas, altamente imitáveis, lá dentro, a acontecer. a televisão é uma baba no braço do sofá, com a cabeça a doer e o corpo a ir mudando de posição conforme as horas, os meses, os dias, as décadas. o olho meio aberto e os nossos olhos meio abertos, sempre este sono, esta baba, desde que há televisão que há sono mas não se dorme. neste caso a televisão tem o ar de um musgo subaquático, de uma planta rente ao chão do mar, onde é tudo lento por causa da água.
sou um feto em frente à televisão de olhos meio abertos, dói-me a cabeça num dos lados, tenho de sair daqui, dormir, guinchar como um pássaro nocturno, reaprender o meu nome.

Posted at 04:13 pm by Cássio Almirante

 

Leave a Comment:

Name


Homepage (optional)


Comments




Previous Entry Home Next Entry