exa 01 by Ed




exa 02


Set Fire to Flames - Fukt Perkusiv/Something About Bad Drugs, Schizophrenics and Grain Silos

(todas as imagens neste blog são da autoria de Edgar Libório, usadas com permissão)

   

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song of my typewriter:

the best way to think is not at all-
my banjo screams in the brush
like a trapped rabbit (do rabbits
scream? never mind: this is an
alcoholic dream);
machine guns, I say,
the altarboys,
the wet nurses,
the fat newsboys,
rubber-lipped delegates
of the precious life;
my banjo screams
sing
sing through the darkened dream,
green grow green,
take gut:
death, at last,
is no headache.

Charles Bukowski, The Days Run Away Like Wild Horses Over The Hills, Ecco/HarperCollins, 1969



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26.3.12
a formatação é uma gaivota que
lamber o texto com a língua ainda magoada de comer coisas quentes e depois ainda ter de enfiar um dedo por ti adentro quando me pedes amor e carinho e já não me sinto capaz de o pôr em pé. cansa-me foder contigo todos os dias e é sempre a mesma coisa, é conveniente dizer que o problema é meu, com a língua magoada e o texto ainda a magoá-la mais porque está repleto de espinhos e de acidentes de linguagem como este. depois de almoço e a sopa estava a ferver e para além disso está sol e estou demasiado vestido para sair à rua, pretendo só sentar-me num banco de jardim e engordar ali naquele sítio, na especificidade das tábuas de um banco de jardim, com a tinta lascada mas ao menos passam lá mulheres e ao menos quando vejo mulheres lembro-me de te amar, lembro-te de voltar para casa e saber-te à espera pelo menos por enquanto, até ao dia
até ao dia em que...
é a lei da vida, as coisas movem-se, mexem-se, avançam, a sopa não espera por mim depois do almoço nem tu esperas por mim por isso mesmo que a língua me doa e as aftas dos lados e em cima e na língua também tenho de meter um dedo por ti adentro, dizer-te "amo-te", amar-te com os dedos, esperar que não desapareças, que não me desames um destes dias porque um destes dias quando estiver sentado num banco de jardim e nenhuma mulher na rua fores tu vai-me apetecer foder contigo e todos os dias mas tu foste-te embora e isso é natural.
é suposto que isso seja natural. é natural.
lambo um iogurte natural com uma colher - lambo a colher com iogurte natural que assim é mais preciso - porque a minha língua se alivia com a frescura das coisas que tiro do frigorífico, na próxima refeição serve-me selos postais, lamberei selos, coleccionarei selos, no fim de lamber selos postais terei sempre vontade de foder contigo, não serão precisas outras mulheres na rua que nunca são tu, para me lembrarem de que preciso muito de conseguir pô-lo em pé quando estamos os dois nus e me pedes que te foda porque precisas.

Posted at 06:47 pm by Cássio Almirante

 

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